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Ondas de choque radiais

A dor que insiste merece ser examinada de perto.

Dor persistente no calcanhar, no joelho, no pescoço ou num tendão, há semanas ou meses? As ondas de choque radiais, pulsos de pressão que se espalham a partir do aplicador, podem ser uma opção para algumas dessas dores. Tudo começa com uma consulta médica, que diz se ela faz sentido para você.

Atendimento particular. A avaliação médica vem antes de qualquer sessão.

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Aplicador de mão, com anéis azuis, encostado na sola do pé de uma pessoa deitada, na região do calcanhar. Imagem ilustrativa.

Dr. Joel Augusto Ribeiro Teixeira

Médico · CRM-SP 73.479 · Neurocirurgião · RQE 15.854

Dr. Flávio Key Miura

Médico · CRM-SP 75.675 · RQE 21.776 · Neurocirurgião com área de atuação em Dor (AMB)

Grupo de Dor do HC-FMUSP

Dr. Joel, médico assistente desde 2009 · Conheça a equipe

Onde dói em você?

Nem toda dor nesses lugares é indicação; a consulta separa o que tem chance de ajudar.

Calcanhar

Dor na sola do calcanhar

fascite plantar, com ou sem esporão

O que você sente. Dor na parte da frente e de dentro do calcanhar, pior nos primeiros passos ao sair da cama ou depois de ficar sentado.

Em resumo. É a indicação com mais estudos, mas com o aparelho radial os resultados divergem.

O que dizem os estudos

Em alguns estudos com o aparelho radial, a dor melhorou mais que no grupo de comparação. Em outros, a onda radial não superou a aplicação simulada (placebo), uma dose mínima nem a orientação com palmilha sob medida.

O que esperar

  • O esporão que aparece no raio-X nem sempre é a causa da dor, e não encontramos estudo que mostre que a onda de choque “quebre” o esporão; o que os estudos medem é a dor.
  • É considerada quando a dor continua apesar dos primeiros cuidados (alongamento, gelo, ajuste das atividades), que continuam fazendo parte do tratamento; muita gente melhora com eles ao longo de meses.

Tendões

Dor num tendão: Aquiles, abaixo da rótula, ombro ou cotovelo

tendinopatias (dor persistente num tendão, o cordão que liga o músculo ao osso)

O que você sente. Levantar o braço ou descer uma escada pode virar um esforço. A dor fica num ponto definido: o ombro, a parte de fora do cotovelo, o tendão de Aquiles ou o tendão logo abaixo da rótula.

Em resumo. Nos tendões a evidência é mais limitada que no calcanhar, e a onda é complemento do exercício, não substituto.

O que dizem os estudos

  • Ombro. Num estudo controlado com o aparelho radial, a onda somada ao exercício não acrescentou nada em relação à aplicação simulada (placebo). No conjunto dos estudos de ombro, os benefícios foram muito pequenos. Ela só entra se o tratamento habitual não resolveu, e sem promessa.
  • Cotovelo. Um estudo com o aparelho radial, comparado com aplicação simulada, também não mostrou vantagem, e o conjunto dos estudos mostra pouco ou nenhum benefício. Aqui também, só se o tratamento habitual não resolveu, e sem promessa.
  • Aquiles, na parte do meio do tendão. Pode entrar junto com os exercícios, com ganho ainda discutido. Abaixo da rótula: os dados são incertos.
  • Tendões do glúteo (lado de fora do quadril). Revisão de oito estudos, quase todos com falhas de método: menos dor nos primeiros meses e pouco ganho de função depois, com alívio menor no aparelho radial.

O que esperar

  • Muitos casos de cotovelo de tenista e de ombro com depósito de cálcio melhoram com o tempo; às vezes a melhor conduta é acompanhar.
  • Em algumas situações, como certas calcificações do ombro ou dor na inserção do Aquiles, outro tratamento pode ser mais adequado, o que é conversado na consulta.

Pescoço e costas

Pescoço e costas (dor muscular)

dor miofascial e pontos-gatilho

O que você sente. Virar o pescoço para olhar o retrovisor pode ser um esforço. A dor fica num músculo, com pontos que doem ao apertar e reproduzem a sua dor. É especialmente comum na região do pescoço e do ombro, sobretudo no trapézio.

Em resumo. O efeito da onda radial na dor muscular é incerto: os estudos são curtos e variados, e ela é uma opção entre várias, não a melhor.

O que dizem os estudos

  • Revisões que misturam tipos de aparelho encontraram, em geral, menos dor a curto prazo, com muita variação entre os estudos e acompanhamentos curtos.
  • Um estudo recente com o aparelho radial no pescoço não mostrou diferença em relação à aplicação simulada, e os autores a sugerem como complemento dos exercícios.

O que esperar

  • O diagnóstico é feito no exame, apalpando o músculo. Não existe exame de imagem ou de sangue que confirme o ponto-gatilho. Mesmo o exame físico tem concordância variável entre examinadores, por isso a avaliação médica vem antes.

Joelho

Dor no joelho que atrapalha o dia a dia

artrose leve a moderada do joelho

O que você sente. Descer escada, levantar da cadeira e caminhar podem doer.

Em resumo. Na artrose leve a moderada, revisões mostram menos dor que a aplicação simulada. Com o aparelho radial, os estudos são pequenos e de curto prazo; em artrose avançada, não há benefício demonstrado.

O que dizem os estudos

O benefício aparece principalmente nas semanas seguintes ao tratamento e é sobre os sintomas (dor e função), não sobre o desgaste da articulação.

O que dizem os estudos

Em alguns estudos com o aparelho radial, a dor melhorou mais que no grupo de comparação. Em outros, a onda radial não superou a aplicação simulada (placebo), uma dose mínima nem a orientação com palmilha sob medida.

O que esperar

  • O esporão que aparece no raio-X nem sempre é a causa da dor, e não encontramos estudo que mostre que a onda de choque “quebre” o esporão; o que os estudos medem é a dor.
  • É considerada quando a dor continua apesar dos primeiros cuidados (alongamento, gelo, ajuste das atividades), que continuam fazendo parte do tratamento; muita gente melhora com eles ao longo de meses.

O que dizem os estudos

  • Ombro. Num estudo controlado com o aparelho radial, a onda somada ao exercício não acrescentou nada em relação à aplicação simulada (placebo). No conjunto dos estudos de ombro, os benefícios foram muito pequenos. Ela só entra se o tratamento habitual não resolveu, e sem promessa.
  • Cotovelo. Um estudo com o aparelho radial, comparado com aplicação simulada, também não mostrou vantagem, e o conjunto dos estudos mostra pouco ou nenhum benefício. Aqui também, só se o tratamento habitual não resolveu, e sem promessa.
  • Aquiles, na parte do meio do tendão. Pode entrar junto com os exercícios, com ganho ainda discutido. Abaixo da rótula: os dados são incertos.
  • Tendões do glúteo (lado de fora do quadril). Revisão de oito estudos, quase todos com falhas de método: menos dor nos primeiros meses e pouco ganho de função depois, com alívio menor no aparelho radial.

O que esperar

  • Muitos casos de cotovelo de tenista e de ombro com depósito de cálcio melhoram com o tempo; às vezes a melhor conduta é acompanhar.
  • Em algumas situações, como certas calcificações do ombro ou dor na inserção do Aquiles, outro tratamento pode ser mais adequado, o que é conversado na consulta.

O que dizem os estudos

  • Revisões que misturam tipos de aparelho encontraram, em geral, menos dor a curto prazo, com muita variação entre os estudos e acompanhamentos curtos.
  • Um estudo recente com o aparelho radial no pescoço não mostrou diferença em relação à aplicação simulada, e os autores a sugerem como complemento dos exercícios.

O que esperar

  • O diagnóstico é feito no exame, apalpando o músculo. Não existe exame de imagem ou de sangue que confirme o ponto-gatilho. Mesmo o exame físico tem concordância variável entre examinadores, por isso a avaliação médica vem antes.

O que dizem os estudos

O benefício aparece principalmente nas semanas seguintes ao tratamento e é sobre os sintomas (dor e função), não sobre o desgaste da articulação.

Outras regiões

Lateral do joelho, em quem corre ou pedala (banda iliotibial): evidência escassa; a indicação é avaliada individualmente na consulta.

Articulação sacroilíaca (a junta entre a base da coluna e a bacia): evidência escassa; a indicação é avaliada individualmente na consulta.

Como funciona

Um estímulo mecânico, aplicado sobre a pele.

O aparelho envia pulsos rápidos de pressão por um aplicador encostado na região que dói. Na onda radial, a pressão é mais forte na superfície e diminui ao entrar no corpo. Por isso ela alcança melhor estruturas próximas da pele, como tendões e músculos, do que as mais profundas. Os estudos investigam algumas explicações para o efeito; nenhuma delas está provada em pessoas.

mais fortemais fracaaplicador de mão(gel na ponta)pelegordurafáscia plantarcalcâneomúsculo
  1. 01

    O aplicador, com gel, encosta na pele sobre o ponto que dói.

  2. 02

    Um pulso rápido de pressão sai da ponta do aplicador.

  3. 03

    A pressão se abre em leque e perde força ao entrar no corpo.

  4. 04

    Tendões e fáscias perto da pele recebem o estímulo; estruturas fundas, menos.

O que os estudos investigam

  • As células respondem ao estímulo

    Estudos em laboratório sugerem que as células transformam o estímulo mecânico em sinais químicos que mudam sua atividade.

    em laboratório
  • Colágeno

    Em células de tendão, as ondas alteraram a produção de colágeno; o resultado varia com o momento e a dose.

    em laboratório
  • Circulação local

    Em animais, alguns estudos viram aumento do fluxo de sangue na região tratada; em pessoas, é pouco estudado.

    em animais
  • Inflamação

    Em laboratório e em animais, algumas substâncias ligadas à inflamação diminuíram; o efeito depende do tecido e do momento.

    em laboratório
  • Sinais de dor

    Uma hipótese é que o estímulo breve e intenso altere a transmissão da dor na região; em outros estudos, isso não se confirmou.

    em animais
  • Rigidez muscular

    Num estudo pequeno em pessoas, com aparelho radial, a rigidez do músculo e a dor diminuíram, mas junto com terapia manual.

    em pessoas (estudo pequeno)

Nenhuma dessas explicações sozinha explica o efeito, e a maior parte vem de laboratório. Por isso a indicação é individual, e a avaliação médica vem antes.

Três passos, sem surpresa.

  1. 01

    Consulta de avaliação

    Um médico conversa com você, examina a região e procura a causa da dor; aqui você descobre se a onda de choque serve ao seu caso ou se outro caminho faz mais sentido.

  2. 02

    Sessões

    Nos estudos, o comum são poucas sessões semanais; o seu número é definido na avaliação.

  3. 03

    Retorno

    No retorno, o médico reavalia e decide com você os próximos passos; nos estudos, a melhora, quando acontece, vem semanas a meses depois das sessões.

Atendimento particular. Primeiro a avaliação; as sessões só se forem indicadas.

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O aparelho

O que vai encostar na sua pele.

O aplicador de mão é apoiado sobre a região dolorosa e emite os pulsos por fora da pele: não entra agulha nem há corte. Na clínica, é um médico quem indica e quem aplica o tratamento.

Como é uma sessão de ondas de choque

Cena ilustrativa.

O aplicador é apoiado sobre o calcanhar e o aparelho emite pulsos rápidos. A pessoa fica deitada, de barriga para baixo.

Aparelho de ondas de choque radiais, prata e azul, com aplicador de mão apoiado no suporte, sobre uma bancada clara. Imagem ilustrativa.
Aplicador de mão encostado na sola do pé, na região do calcanhar. Imagem ilustrativa.

Perguntas frequentes

Aceita convênio? E quanto custa?

Não. O atendimento é particular, pago diretamente à clínica, e a equipe informa o valor pelo WhatsApp antes de marcar. Você pode pedir reembolso ao seu plano pelas sessões; a clínica emite a documentação.

Dói?

Costuma haver dor ou desconforto durante a aplicação, e a intensidade varia de pessoa para pessoa. Na clínica, ela é feita sem anestesia, como é habitual. Depois, pode ficar vermelhidão, pequenos pontos vermelhos na pele ou dor passageira.

Quantas sessões vou precisar?

Não existe um número fixo. Nos estudos, o mais comum é um pequeno número de sessões semanais, mas há esquemas mais curtos e mais longos. O seu número é definido na avaliação e ajustado conforme a resposta.

Quando vou sentir diferença?

Não se deve esperar melhora imediata: nos estudos, quando ela acontece, é avaliada de semanas a meses depois das sessões. Algumas pessoas não melhoram.

Quem não pode fazer?

Segundo a ISMST, sociedade internacional da área, a onda de choque não se aplica:

  • sobre um tumor maligno na região tratada;
  • em gestação, com o bebê na região tratada;
  • sobre marca-passo ou desfibrilador na região a ser tratada.

As demais condições de saúde e os remédios que você usa são avaliados na consulta.

É seguro?

Os efeitos mais comuns são leves e passam.

  • Dor durante a aplicação, vermelhidão, pequenos pontos vermelhos ou manchas roxas na pele e leve inchaço.
  • Há relato de tontura em algumas pessoas.
  • Nos estudos de calcanhar e de dor muscular, não foram relatadas complicações graves, embora o registro de segurança desses estudos seja limitado.
  • No ombro, uma revisão encontrou efeitos indesejados mais frequentes do que com a aplicação simulada.
  • Há relatos isolados de complicações sérias com outros tipos de aparelho, como ruptura do tendão de Aquiles.

Por isso a avaliação médica vem antes.

Substitui a fisioterapia ou os exercícios?

Não. Na maioria das indicações ela entra junto com exercícios e cuidados de base, não no lugar deles.

Preciso levar exames?

Se tiver, traga; em geral o médico avalia um exame de imagem antes de indicar a onda de choque.

Vou evitar uma infiltração ou uma cirurgia?

Ninguém pode garantir isso. Os estudos que a comparam com a infiltração têm resultados diferentes conforme a região e o prazo, e não encontramos estudo que mostre que ela evite uma cirurgia. A escolha é feita com você na consulta.

Vamos descobrir se é o seu caso.

Na consulta você entende o que pode estar por trás da dor, se a onda de choque faz sentido e o que mais pode ajudar.

Atendimento particular. A equipe informa o valor pelo WhatsApp antes de marcar.

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Prefere que a clínica entre em contato? Preencha o formulário de contato.

R. Dona Adma Jafet, 50, cj. 101, Bela Vista · em frente ao Hospital Sírio-Libanês

Capa do guia Dor lombar e cervical: primeiros cuidados.

Dor nas costas ou no pescoço?

O guia Dor lombar e cervical: primeiros cuidados, do Dr. Joel Teixeira, chega no seu e-mail em PDF.

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Dr. Joel Augusto Ribeiro Teixeira · Médico · CRM-SP 73.479 · Neurocirurgião · RQE 15.854 · Diretor clínico.

Clínica Neurocirúrgica Osaka S/S · CNPJ 06.906.122/0001-28 · Registro CREMESP (CRM da empresa) 937538 · Diretor Técnico-Médico: Dr. Flávio Key Miura, CRM-SP 75.675

Conteúdo informativo; não substitui consulta médica. Imagens ilustrativas.

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