Seio Dérmico Espinhal
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Sinônimos: seio dérmico congênito, fístula dérmica espinhal, trato dérmico espinhal, "buraquinho" na coluna
"Um pequeno túnel esquecido aberto entre a pele e o sistema nervoso — discreto por fora, perigoso por dentro."
O que está acontecendo na coluna?
Nas primeiras semanas da vida embrionária, o tubo neural se separa da pele como uma estrada que deixa a superfície para mergulhar em profundidade. No seio dérmico espinhal, essa separação fica incompleta: sobra um fino canal revestido de pele que conecta a superfície das costas às camadas profundas — e pode atravessar as meninges e chegar até a medula.
O perigo é duplo. Primeiro, o túnel é uma via aberta para bactérias: germes da pele podem percorrer o trato e causar meningites e abscessos junto à medula. Segundo, o trato pode ancorar a medula (medula presa) ou carregar células de pele para dentro do canal, formando cistos dermoides que crescem lentamente, como um saco que se enche por dentro de uma engrenagem.
O diagnóstico começa com a observação atenta do neonatologista ou do pediatra e se confirma com a ressonância magnética, que mapeia todo o trajeto do trato. Uma regra vale ouro: nunca se deve manipular, espremer ou tentar sondar o orifício.
Cuidados essenciais
- 👀 Examine a coluna do recém-nascido: qualquer orifício, fosseta acima do vinco dos glúteos ou tufo de pelo anômalo na linha média merece avaliação especializada.
- 🚫 Nunca esprema ou cutuque a lesão: manipular o orifício aumenta o risco de levar a infecção até as meninges.
- 🌡️ Febre + fosseta = urgência: febre, irritabilidade, rigidez na nuca ou vômitos em uma criança com seio dérmico exigem pronto atendimento — pode ser meningite.
- 🗓️ Não adie a cirurgia programada: mesmo sem sintomas, o trato é uma porta aberta; a ressecção eletiva é muito mais segura do que esperar a primeira infecção.
