Fibrolipoma do Filum Terminale
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Sinônimos: lipoma do filum terminale, filum gorduroso, filum espessado, medula presa por filum curto (tethered cord)
"É como se a âncora que segura a medula tivesse encolhido e endurecido: cada centímetro de crescimento vira um puxão a mais numa corda já esticada."
O que está acontecendo na medula?
No fim da medula existe um fio fino de sustentação, o filum terminale: uma espécie de cordão de ancoragem que prende a extremidade da medula ao cóccix, como a linha que amarra uma pipa à mão de quem a controla — dá estabilidade, mas precisa ter folga e elasticidade.
No fibrolipoma do filum, gordura e tecido fibroso se infiltram nesse fio, que fica grosso, rígido e curto. Com o crescimento da criança, a coluna se alonga e a medula — amarrada por uma âncora sem elasticidade — passa a viver sob tração constante, como uma pipa presa por uma linha curta em dia de vento forte. Essa tração reduz o fluxo de sangue e "cansa" as células nervosas do cone medular, que comandam as pernas, a bexiga e o intestino.
É uma das formas mais comuns — e mais tratáveis — da síndrome da medula presa. O diagnóstico é feito pela ressonância magnética da coluna lombossacra, muitas vezes depois que o pediatra nota uma fosseta sacral, alterações nos pés ou mudanças urinárias.
Cuidados essenciais
- 🍼 Observe a fosseta sacral do bebê: uma "covinha" no fundo das costas — principalmente acima do vinco dos glúteos ou acompanhada de pelo — merece avaliação.
- 🚽 Valorize os sinais urinários: desfralde difícil, escapes e infecções repetidas não devem ser banalizados.
- ⏰ Não adie sintomas progressivos: fraqueza, dor ou perda de habilidades já conquistadas indicam tração ativa — quanto antes a liberação, melhor o prognóstico.
- 🗓️ Mantenha o seguimento pós-cirúrgico: exames periódicos garantem que bexiga e marcha evoluem bem.
